terça-feira, novembro 29, 2005

Pobre Judite

A entrevista(?) de Judite de Sousa ao candidato presidencial Manuel Alegre foi uma vergonha para a jornalista Judite de Sousa e mais um sinal de que o serviço público de televisão, vulgo RTP, devia ser extinto a bem da transparência da informação e da utilização correcta dos dinheiros dos contribuintes. A bem da verdade, Judite de Sousa não foi, pelo menos em 20 minutos de uma entrevista (?) que demorou 32, uma jornalista. Foi, acima de tudo, uma delegada do Ministério Público da esquerda, de Soares, do PS e, claro, do Governo de Sócrates. À frente dela, magistrada acusadora - aliás, a própria deixou fugir-lhe a boca para a verdade quando a dado passo afirmou ser a primeira vez que estava a interrogar Alegre sobre a polémica presidencial no interior do PS - não estava um cidadão legitimamente candidato presidencial mas sim um arguido suspeito de ter dividido o PS, a esquerda e de estar a contribuir para a vitória de Cavaco à primeira volta. E, crime lesa-Pátria, de afrontar Soares. E, interrogava Judite, quase a condenar Alegre à fogueira, porque razão não desistia a favor do candidato oficial do PS? Melhor, isto é, pior, não seria imaginável. Se as perguntas, ou melhor, o interrogatório tivesse sido produzido na campanha de Soares não seria, de certo, melhor. Mas o tiro saiu pela culatra.
Manuel Alegre, concorde-se ou não com as suas ideias, aguentou o embate da delegada do Ministério Público com grande dignidade e sabedoria, deixando a senhora magistrada à beira de um ataque de nervos. E, por motu próprio , ainda conseguiu falar da Ota, contestou a 'cooperação estratégica' de Cavaco e desmontou as últimas ofensivas de Judite sobre as suas relações pessoais e políticas com Sócrates e Soares.
Em resumo, Alegre mostrou que é um candidato que pode ser Presidente, Judite mostrou que devia ter vergonha de ser jornalista e a RTP de existir como serviço público.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Provavelmente não irei votar em nenhum candidato, mas subscrevo integralmente o que escreveu
tks
Fagundes

4:49 da tarde  
Blogger josé said...

Fica sem saber muito bem se "a delegada do MP" é assim a modos de uma figura sinistra só por que pareceu uma "delegada do MP", ou se o papel dos delegados ( que já não existem e foram substituidos por outra designação já há alguns anos o que também denota o (des)conhecimento do autor...)é, de per si, algo horripilante num Estado de Direito democrático.

Enfim, triste postal, mesmo concordando com a caractarização como sendo de cretinice habitual ( neste e noutros casos)a atitude da entrevistadora.

Os "delegados" aparecem assim no postal, como umas figuras esconsas e perversas, que "interrogam".

Enfim, metem medo. Sò falta dizer que comem criancinhas ao pequeno almoço, como se dizia dantes dos comunistas, com o mesmo sentido, aliás...

4:57 da tarde  
Anonymous  said...

Ainda bem que foi a Judite. Se tivesse sido a Constança o António Ribeiro Ferreira estava agora com uma crise de identidade.

5:16 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Oh homem de Deus,

Olhe que o Ministério Público não tem delegados. Nem mesmo procuradores.

8:55 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Poi é. Vivemos num "estado de direito democrático"...com delegados e procuradores do piorio. Para quando vivermos numa comunidade em que haja respeito e as autoridades cumpram o seu verdadeiro papel de combater a criminalidade e não cidadãos honestos? "Estado de direito democrático" e a "lei" sempre obscura para o cidadão que não pode invocar o seu desconhecimento... Tenho lido o "josé" em vários blogues. Que figura sinistra saída da idade das cavernas. Evolua, homem, estude, tenha boas maneiras, bom senso e passe para a idade média. Não desista. É uma grande evolução (e necessária) para si! Daqui a uns séculos entrará na idade "moderna". Não é nesta encarnação que chegará à idade contemporânea. Mas, porra, tenha fé!

10:13 da tarde  

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