terça-feira, novembro 08, 2005

Prós e Contras e Democracia

A impagável Fátima Campos Ferreira organizou mais um Prós e Contras na RTP sobre evangelização. É claro que imigrantes e integração, o tema da actualidade depois dos incidentes nas terras de Chirac, vieram à baila. Quem eram os convidados? Quatro católicos. Barata Moura, comunista, Maria José Nogueira Pinto, CDS, António Pinto Leite, PSD, e, claro, o Cardeal de Lisboa, D. José Policarpo, do arco democrático. A integração e a imigração ficaram para melhores dias. As minorias, essas, ficaram na mesma. E voltou-se a falar na conversão dos herejes. Isto é, o melhor é converter muçulmanos, judeus e afins. Porque a Igreja Católica é o máximo. Fora os crimes, as inquisições e o atraso a que condenou e condena este sítio salazarento. E nem faltou a caridade. E as freiras na assistência, fardadas a rigor. Estou verdadeiramente enjoado. Por favor, acabem com a televisão pública. É mais um embuste do politicamente correcto. Senhores e senhoras, estou farto. De tanta porcaria. E de tanta beatice. À meia noite e quarenta e cinco minutos o melhor é beber um whisky e tentar sonhar com um sítio melhor do que este que ainda se chama Portugal. É mau demais para ser verdade.

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Caro ARF
Este post é verdadeiramente jacobino.Espero que a serenidade das suas análises e o rigor lúcido a que nos habituou voltem rapidamente.

9:50 da tarde  
Blogger Pedro Sá said...

É que ARF pode ser de direita mas ser de direita não significa necessariamente ser beato e pró-igreja católica.

9:53 da manhã  
Anonymous marc said...

isto é de uma ignorancia louca, desde quando o Barata Moura é católico? de certeza q viu o msm q eu? é verdade q n se falou do + importante, mas tb n se falou de conversão ainda por cima com um cardeal q defende o ecumenismo. aprenda e dps escreva

11:55 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

A presença de D. José Policarpo na televisão foi um exercício de inteligência e a confirmação de que a Igreja portuguesa continua entregue a um homem notável, como o era também D. António Ribeiro. Uma cultura sólida, uma inteligência acutilante e um espírito vivaz, fazem do actual cardeal-patriarca de Lisboa uma das vozes que no país mais merecem ser ouvidas. Tem, ao contrário do seu predecessor, uma enorme capacidade de relação com a sociedade e com o mundo.

12:03 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home