segunda-feira, abril 03, 2006

CPE

O Contrato de Primeiro Emprego vai ser uma realidade em França. E será, por certo, uma oportunidade extraordinária para muitos jovens à procura do primeiro emprego entrarem no mercado de trabalho. Se forem competentes, criativos e trabalhadores dificilmente serão dispensados pelas empresas. A não ser que estas não consigam suportar por mais tempo esse ou esses jovens porque têm no seu quadro funcionários pouco produtivos, incompetentes e abstencionistas que não podem ser despedidos devido à regidez das leis laborais. Chirac, um palhaço de circo, anunciou a promulgação da lei mas exigiu duas alterações ao Governo a que preside: a redução para um ano do prazo para a dispensa do jovem trabalhador em vez dos dois previstos na lei e a obrigação do empregador explicar as razões da dispensa. É evidente que os sindicatos e a esquerda, que defendem os que já trabalham e nem sequer pensam nos jovens e nos desempregados, irão contestar fortemente a publicitação das razões dos despedimentos. É que a maior parte deles será por incapacidade financeira das empresas manterem mais colaboradores, mesmo que sejam melhores que os colaboradores do quadro das empresas, porque a lei os impede de dispensar quem não é competente e não produz. Quantos e quantos jovens, cheios de talento e vontade de trabalhar, em França, em Portugal e por essa Europa falsamente social, ficam no desemprego porque os quadros das empresas estão cheios de gente incapaz mas solenemente protegida por legislação laboral reaccionária e mesmo criminosa? A esquerda e os sindicatos são, neste mundo global, forças retrógradas que importa combater e destruir. Fomentam o desemprego, o atraso, a fome e a pobreza a nível mundial.

2 Comments:

Anonymous Pedro de Sousa e Silva said...

Concordo inteiramente. E mais uma vez o Presidente francês ficou-se pelas meias tintas.

8:46 da manhã  
Anonymous Cristina Ribeiro said...

Um bom post!Está carregado de razão.A"protecção"desses empregos é totalmente contraproducente,aquilo a que se pode chamar "um atraso de vida".

2:25 da tarde  

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