sábado, junho 03, 2006

GNR, Timor, Austrália

Os GNR já voam a caminho de Timor. Freitas do Amaral e o Governo andam numa batalha desenfreada com a Austrália para saber quem comanda o quê no território. Pois é. Será, por certo, um assunto importante. Mas o que importa é não fazer trapalhadas, ter gente competente no terreno e capitalizar o enorme apoio popular à presença de portugueses, militares e civis, no país. E afastar do terreno todos os que prejudicam seriamente a imagem e a força de Portugal. Sejam eles professores ou diplomatas medrosos e merdosos.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

A GNR era o fascismo, que matou a Catarina.
Agora, é o ai-jesus da esquerda (vide peixeira Ana Gomes).
Da-se!!!

8:39 da tarde  
Anonymous Devotateu said...

"(...) Eu gostava de saber se Timor tem um estatuto diferente das antigas Colónias. Em Angola, por razões óbvias, Portugal não mete o bedelho. Em Moçambique, por razões análogas e idiossincrasias particulares — geografia, moldura cultural, Commonwealth, economia, etc. —, ainda menos. Então porquê Timor? Porque Xanana jogou no Académica? Ou porque o território é do tamanho de um quintal?"
Da Literatura, blogue.

7:32 da tarde  
Blogger Manuel Rivera said...

Timor, Timor...

Das razões que são apresentadas pelos rebeldes em Timor uma chamou-me a atenção: que existiria uma suposta não promoção nas novas estruturas de segurança de elementos da populção não ligados à resistência à ocupação indonésia e até ligadas explicitamente à policía pró-indonésia. Interessante, aparentemente parece-me lógico: porquê não ter o máximo de cuidado com quem colaborou com o ocupante? deveria D. João IV nomear ministro Miguel de Vasconcelos?

E a bondade australiana só aparece agora que o petróleo está ameaçado? curioso, muito curioso é esta vontade de retirar testemunhas, sejam GNR's, cooperantes portugueses ou cubanos. E estas manifestações de civis, tão semelhantes às milícias pró-indonésias!

No meio deste cenário aquela personagem estranha, a mulher autraliana de Xanana, o próprio Xanana, a lembrar tanto Sukarno, e Ramos-Horta sempre a tapar o sol com uma peneira, a ver se consegue o seu lugar ao sol, caia quem caia, destrua-se o que se destrua. E a Igreja Católica? está a começar a perceber que ao tentar construir um estado confessional ajudou a destruir uma nação de cultura católica, estando a entender que num protectorado australiano as suas referências religiosas serão meros pormenores num predomínio geral anglo-saxónico?

E Portugal? A Austrália produz um casus belli no verdadeiro sentido da palavra e tudo fica assim?

Alkatiri parece-me cada vez mais simpático, e a Fretilin cada vez ganha mais honra e os rebeldes e os seus inspiradores australianos cada vez mais me lembram outras histórias...

A verdadeira divisão não é entre lorosae e não-lorosae, é entre timorenses que sempre lutaram por Timor e timorenses que sempre estiveram com os ocupantes (indonésios, australianos, quiçá japoneses).

Xanana parece uma daquelas personagens de Shakespeare em que uma personagem feminina (aliás nota-se que ele nunca teve sorte com as mulheres...) o conduz à traição. Talvez consiga ver a luz a tempo,

Petróleo não é benção é maldição, se os homens são fracos e os inimigos fortes.

http://republicadosiguais.blogspot.com/

9:58 da tarde  

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